domingo, 18 de outubro de 2015

A Revelação da Sabedoria Eterna (Parte 1)

A Revelação da Sabedoria Eterna (Parte 1)





1 - As expressões "Nova Era" e “Espiritualidade” tem despertado grande curiosidade e diferentes idéias sobre  seus significados. No entanto,preconceitos e desinformação criam  interpretações  ilusórias e muito erradas sobre o real sentido de "Espiritualidade" e como alcançá-la,assim como o conceito de “Nova Era”. Atualmente,termos como “esoterismo” e “ocultismo” ficaram com o estigma de crendices e falta de racionalidade,reduzidos a categoria de pseudo ciências, resquícios de uma era regida pela superstição e pela ignorância. Com efeito, mesmo o estudante sério que reconhece o que esses termos verdadeiramente significam(ou encobrem) acaba por preteri-los. É bem verdade, no entanto, que o mau uso(basicamente interpretações distorcidas e matizadas por visões romanceadas/ pessoalistas) de ensinamentos de superior inspiração contribuiu para o rechaço e preconceito da Sabedoria das Idades.


2 – Apesar do antedito, é importante observar que parte dos ensinamentos e conhecimentos comuns nas tradições místicas/esotéricas (apresentados, evidentemente de outras formas) estão sendo corroborados pela ciência tradicional na medida em que essa se afasta do paradigama mecanicista e se aproxima, cada vez mais, da essência não substancial da matéria. Muito do que outrora fora considerado “mito” migrou para a categoria de “fatos”,ou pelo menos,em alguns casos, algumas ideias passaram a ser respeitadas e ponderadas como possibilidades reais. Um exemplo clássico reside no campo da Mitologia, que cada vez mais se revela uma guia para a ciência entender muito sobre nosso passado e origens. E dentro desse vastíssimo domínio, podemos citar Tróia, a “mística” cidade que serviu de cenário para uma guerra que ocupou dois dos mais volumosos livros já escritos: A Ilíada e a Odisseia, ambas atribuídas a Homero(O Pai da História). Essas duas maravilhosas epopeias revelaram ao mundo personagens  como Aquiles, Páris, Heitor, Helena e Agamenon. E sempre houve muita inquietação sobre a veracidade ou de Troia,até que a descoberta do seu sítio Arqueológico na Turquia fez com que o meio acadêmico mudasse sua perspectiva sobre a Mitologia de um modo geral. Aliás, se tudo o que já foi descoberto não tivesse sido “encoberto” por certa ordem de fanáticos científicos , nossos livros de história já teriam virado cinzas há um bom tempo.

3 – Vejamos a Psicologia ocidental: Seus méritos são inegáveis, mas é verdade que a cada dia ela se mostra mais impotente para lidar com uma dimensão humana explicitamente complexa, que se espraia além dos fatores hereditários imediatos e das pressões ambientais. A cada dia fica mais evidente que a nossa  subjetividade real não é  mero subproduto das funções biológicas, não. Como disse Jean Paul Sartre “A essência precede a existência”. Isso foi confirmado por Carl Gustav Jung, que não por acaso, foi buscar nos sistemas orientais a prova desse “fato”. Ele descobriu que manifestamos  ideias, imagens e anseios que não encontram existência concreta, e tanto podem ser expressos por símbolos de natureza abstrata como símbolos construídos a partir de objetos comuns e reconhecíveis ao nosso entendimento, embora  configurados de modos nem sempre lógicos. A ineficácia das fórmulas e procedimentos da psicologia escolástica clássica para lidar com aspectos ignorados da complexidade humana está provada quando nos deparamos com multidões fugidas de linhas tradicionalistas, que  recorrem a Psicólogos e Psicoterapeutas  de formação (e igualmente fugidos) que empregam métodos "alternativos" e "não convencionais" com resultados inquestionáveis.   
A inclinação pelos sistemas orientais se justifica por esses carregarem milhares de anos de maturidade na visão e compreensão do Homem,  contemplado como um complexo de princípios e atributos físicos e metafísicos que precisam ser conhecidos, reconhecidos e tratados  com a mesma naturalidade com que lidamos com o corpo físico. 
Em suma, essa aproximação e quase enlace entre os dois hemisférios cerebrais do planeta é o preludio de uma idade na qual essas separações se diluirão, e então, a humanidade voltará a ter um único saber, uma única ciência(como assim é nos Planos Internos).

4 - Alguns setores da ciência tradicional assumem que  muitos dos seus axiomas,preceitos e conceitos outrora tidos e defendidos como verdades absolutas e inamovíveis deixaram de se-los,o que é saudável quando compreendemos que vivemos num caldo cósmico de possibilidades ,sempre movente e que nos incita a seguir adiante do que os sentidos revelam(porque também velam). Aferrar-se a certezas em um universo de incertezas aparentes é incoerente e ofensivo frente a verdadeira inteligencia. Aliás,é digno de nota observar que o ato científico é,pela sua própria natureza, um processo de construção e desconstrução ,uma dinâmica de percepções que refletem a evolução do observador em relação ao observado. Não é um processo estático, longe disso. Conforme a percepção do observador se aprofunda sobre o observado, esse se revela cada vez mais dinâmico, complexo e interativo. E era na investidura dessa visão(e mais além) que os Rishis da Índia antiga viam a existência: de dentro para fora, do mundo das causas para o mundo dos efeitos, do vivente para o aparente. E é ao encontro dessa cosmovisão que caminhamos contando com o amparo do Quinto Reino da Natureza, O Reino da Pura Consciência.


(Continua na Parte 2)

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