quarta-feira, 28 de outubro de 2015

A HIERARQUIA DOS ANJOS E A HUMANIDADE PARTE 3








Ainda que não nos pareça crível, estamos cercados por um continente de Vida-Consciencia que perfaz, de modo geral, o lado “invisível” da realidade, lado esse incomensuravelmente  “maior” do que a face visível. E independente da relatividade entre  “visível e invisível” , ambas realidades  “intersão”, co-existem e co-agem. Elas não se excluem, ao contrário, se completam.  O que chamamos de face “invisível” é o somatório de vários planos/dimensões (não exatamente no sentido matemático, e sim, de consciencia) que se interpenetram e ao mesmo tempo se sobressaem uns aos outros. Imaginem uma cebola com suas várias camadas e terão uma ideia tosca, ainda que útil, dessa disposição de Planos.

Os Anjos atuam em todos os Planos, exceto no físico denso,  Plano esse que cria resistência e ao mesmo tempo estimula e dinamiza as potencialidades criadoras para que se tornem atividade. Ele é o nosso ambiente dominante, embora (como veremos em outro post) também tenhamos extensões correspondentes aos outros Planos (Sete no total) por meio de corpos sutis que servem , do ponto de vista absoluto, de veículos de expressão para a nossa Mônada/Eu Divino ( que age por meio do Eu Superior e da personalidade).  Sim, somos multidimensionais, ainda que monodimensionais até o presente estágio evolutivo.

Para o Homem muito arraigado na Terra, cativo dos imperativos da sobrevivência e movido por pulsões primais (ainda que envernizadas e sofisticadas), pouco ou nada da natureza subjetiva  consegue sensibiliza-lo a ultrapassar a barreira sensorial . E, ainda que sejam muitas as faces invisíveis do universo, nosso equipamento psicosensorial percebe apenas a mais densa. Quando muito,  aceitamos (geralmente por crença) algo paralelo(ou além) não muito diferente daquilo que vivemos e desejamos no plano físico. Sem rodeios, o fato é que a fisicalidade determina a totalidade das escolhas e ações humanas, nos afeta tão profundamente que mesmo a “inteligência”(da forma como a entendemos) não deixa de ser um subproduto das imposições e estimulações desse plano, uma função que organiza e supre os apetites e demandas do corpo.  

Imaginem: se o Homem  pouco desperto para a Vida Interna  - seja pelo caminho dos ensinamentos propriamente dito, seja pela retidão ética e refinamento intelectual – já carece de visão Causal quanto aos efeitos das suas ações e decisões egoístas sobre o próprio plano em que vive(externalidades), imaginem nos ambientes sutis por ele ignorados!  Desatento quanto a “qualidade” do que pensa, deseja e sente o homem gera e despeja compulsoriamente continentes de formas-pensamentos malsãs no ambiente Astral ( O Plano de consciencia imediatamente paralelo ao nosso), sobretudo nos seus subplanos inferiores, onde a matéria é altamente reativa às emoções e aos desejos mais grosseiros e individualistas.

Essas formas-pensamentos são tão fortes e poderosas em seu próprio ambiente que podem, por repetição,  assumir vida própria, quando então se transformam em “elementais artificiais”. Em geral, essas entidades são criadas por total falta de consciencia e nutridas por desejos insaciáveis que tendem a criar contornos mais definidos e duradouros, atraindo e agregando por semelhança outros “elementos”  vibracionalmente idênticos (é o que se denomina de auto-obsessão). Infelizmente, muitos vícios, fanatismos e extremismos em geral tem suas causas nessas formas pensamentos autônomas (veja os exemplos nas duas figuras abaixo, extraídas da obra “Formas de Pensamento” de Annie Besant e Charles Leadbeater).

 Mas que fique claro: um verdadeiro ocultista pode gerar elementais artificiais pelo Poder da Vontade e orientados para o Bem, animados por formas pensamentos de qualidade e moto Superiores.





Acima: exemplo de elemental gerado por avidez por bebida. Abaixo, um  forma pensamento de raiva




Onde os ANJOS entram nessa combinação de forças mal orientadas e potencialmente destrutivas? Eles atuam como agentes de conservação das vias que ligam os Planos Internos aos Planos externos, mais especificamente com o Plano Físico. Pois existem “rotas” que relacionam o que está nas bordas  com as camadas centrais.  No entanto, as condições psíquicas se tornam  tão adversas e hostis, que é necessário contar com a ajuda desses Seres para “transportar” as emanações diáfanas dos Planos da Alma até os níveis onde existe o potencial para ação objetiva. Assim, um artista, ou um cientista em pleno ápice criativo podem contar com o auxilio do Reino Devico para que esse lhes ajude a “gerar, parir e dar função” às suas ideias. Não é fácil debelar as densas e tensas nuvens turbilhonantes existentes na esfera psíquica, que com frequência interferem, amiúde  na recepção das precipitações do alto, mais diretamente sobre o receptor.

Mas alguém pode perguntar: “E se o receptor não estiver na mesma frequência desses turbilhões?”. Conscientemente ele pode não estar afinado, mas no nível subconsciente podem existir sombras ou nódulos psíquicos(recordando que o subconsciente é constituído de memórias, e que nem todas são limpas e impecáveis); e dependendo das disposições/configurações de ordem astrológica(por exemplo), é possível que o subconsciente reaja com mais força sobre o consciente, fragilizando o receptor. De que forma? Ele pode se flagrar vulnerável a rompantes de humor, desmotivado, disperso,  fatigado sem motivo aparente, apático, irritado e impaciente.  E aqui vale acrescentar que existem “ondas” cíclicas que deixam o subconsciente coletivo mais aflorado, e isso gera um impacto desestabilizador no conjunto da coletividade. São contextos tensos nos quais podem irromper surtos de violência e tragédias coletivas,

Existem Anjos que lidam exclusivamente com a potencialização de formas-pensamentos produzidas por bons pensadores(e acreditem, isso é raro), as razões para tanto não são difíceis de entender, mas esse auxilio também vela(ou revela) um componente especial: Os Anjos admiram a faculdade de pensar, sobretudo quando o pensamento surge de dentro, pois esse feito se assemelha ao Ato Divino de Criar. Não temos como nos alongar sobre isso, no entanto, é justo que o leitor amigo saiba diferenciar o pensamento comum do Pensamento Criador: enquanto um é subproduto da memória (sempre pensamos em relação a alguma coisa existente no tempo, basta observar)  e das imposições ambientais(pensamento cérebro-funcional), o outro brota de percepções puras , da relação sem intermediários entre a consciência e a Ideia(ou qualquer expressão, seja objetiva, seja subjetiva). Esse Pensamento Real nasce do contato com o “Sujeito”, não com seus atributos aparentes, mas antes, com a sua essência vivente.  E os Devas são irresistivelmente atraídos por essa capacidade.




Exemplo de forma pensamento superior



Continua na parte 4














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