segunda-feira, 16 de junho de 2014

O Karma: A Lei do equilíbrio (Parte 1)

UMA VISÃO SOBRE O KARMA: PARTE 1

A palavra Karma deriva do sânscrito KRI - fazer. Toda ação, seja de que natureza for é Karma. Tecnicamente esta palavra quer dizer: os efeitos das ações. Metafisicamente é usada como "os efeitos gerados por nossas ações anteriores". No Ocidente, os Iniciados do Antigo Egito reconheciam o karma sob o nome de Lei de Causa e Efeito, uma das sete Leis de Hermes Trismegisto-Thoth. Também é conhecida como Lei de Ação e Reação.
Falar sobre Karma é difícil, posto que a palavra por si mesma se tornou  malsinada por evocar sofrimento, punição, dor e castigo, embora o entendimento dos orientais não seja exatamente assim. Swami Vivekanada na sua breve porém excelente obra "Karma Yoga" discorreu de forma magistral sobre o assunto, e por essa razão elegemos alguns trechos que consideramos essenciais pela clareza , profundidade e simplicidade com explana, típico dos Grandes e verdadeiros Sábios Iniciados. 
Diz Vivekananda: "O propósito do homem não é gozar, mas sim conhecer. A felicidade, assim como as outras coisas passageiras, tem o seu fim. É um erro supor que estamos aqui para gozar ou fazer da vida uma incessante busca de prazer. O motivo da miséria e infelicidade do homem está no fato dele achar que a meta da vida é gozar os prazeres do mundo. Depois começa a compreender que tanto o prazer como a dor são os seus mestres. Se não aprender pelo bem, aprende pelo mal.
O desfilar do prazer e da dor ante sua alma lhe sulca diferentes traços, e estas impressões combinadas formam o seu caráter. Se considerarmos o caráter de um homem, notaremos que ele nada mais é do que um agregado de suas tendências (no Budismo, estas tendências são conhecidas como Skhandas), a soma das inclinações de sua mente e veremos que a desgraça e a infelicidade são fatores equivalentes na formação de seu caráter.
Em seus efeitos sobre o caráter o Karma é o poder maior que o homem tem que enfrentar. O homem é um centro que atrai para si todos os poderes do Universo e, uma vez reunidos, os emite novamente numa poderosa corrente. Este centro é o homem real, o onipotente, o onisciente, e atrai a si tudo o que lhe for correspondente. Bem e mal, felicidade e miséria, tudo corre para ele e se reúne ao seu redor, modelando a poderosa corrente das tendências que formam o seu próprio caráter e as atira para o exterior. Assim como tem o poder de atrair, também tem de emitir.
Somos responsáveis pelo que somos e podemos nos converter naquilo que gostaríamos de ser. O que somos agora é resultante de nossas boas ou más ações passadas. Devemos atuar bem no presente, a fim de modelar bons resultados para o futuro que está por vir. Entretanto, não devemos nos apegar ao futuro para agir em harmonia, pois o agir correto é uma virtude que deve ser praticada independentemente do tempo psicológico. Direis: "Qual é a utilidade de aprender a atuar? Cada qual faz como quer?" Porém, não devemos desperdiçar nossas energias. Falando sobre Karma, o Bhagavad Gita diz que devemos executar o trabalho ou qualquer outra ação (que não deixa de ser trabalho) sem identificação, sem apego, pois no momento em que nos apegamos, criamos uma dependência psicológica e, para desatar o laço desse apego, temos duas possibilidades: a reta compreensão ou a dor".
A ação nada mais é do que a exteriorização do poder da mente que já existia nela. O poder está dentro de cada homem, da mesma forma que o conhecimento. As ações são golpes que o despertam e fazem-no surgir.
A Doutrina Sanatana Dharma Hindu ensina que o karma se manifesta de três modo logicamente interligados. Um modo é o Sanshita Karma, que é o karma acumulado, seja de vidas, ou de experiencias recentes(como um reservatório). Já o Prarabhda Karma é o Karma “maduro”, ou a porção do karma acumulado “selecionada” para ser vivenciada. Por fim, temos o Karma Kryamana, gerado a todo instante.






Existe Karma porque o homem necessita de experiências, precisa de estímulos externos  que façam aflorar seu potencial racional e o seu poderio criativo. E independente das suas escolhas ou das motivações que o compelem, o moto é o mesmo: amadurecer e tornar-se senhor de si mesmo. 


KARMA E DESEJO

Conforme ilustram os orientais, o desejo é como as velas de uma nau, sem as quais essa não se move. Ele é fundamental, todavia, conforme a Alma ascende a patamares mais elevados de consciência, assume o comando da nau (ego), e o desejo até então egoísta, autocentrado e quantitativo perde "combustivel" por  força de aspirações mais elevadas e refinadas,  orientadas para a vida inter e transpessoal
Alice Bailey menciona a "Crise de orientação" como o momento em que a Vida Interna infunde a sua Presença na personalidade. Essa infusão de Vida-Consciencia afeta, sobremaneira, a estrutura personal,que sofre reajustes sequentes para que possa suportar e conduzir a Qualidade da Alma na forma. E o desejo tende a ser o principio imediatamente reorientado dada a sua força volitiva. Se ele já não responde com tanta paixão e gravidade aos objetos de estimulo irresistíveis ao homem comum, isso indica que é possível usa-lo para dentro, e isso significa, justamente, transforma-lo em Aspiração.
 Dizem que o desejo é a vontade do ego, e a vontade é o desejo da Alma. A diferença entre ambos é que a Vontade(dentro de uma perspectiva espiritual) é Ação Pura que se manifesta como direção correta e coerente com o RITMO DO PURO SER. Já o desejo é uma pulsão orientada para a auto-satisfação, que exerce uma função importante até certa etapa da evolução biológica e psíquica, embora se torne um estorvo em fases ulteriores, onde ele deve dar lugar para formas mais evoluídas de vinculação e empatia. 
Mas para nós, a maioria de nós, não importa o desejo: se não for satisfeito, bem sabemos os resultados da frustração. O problema do desejo não é ele por si mesmo, afinal,  é um principio, uma força da natureza. A problemática está na forma como lidamos com ele. Um exemplo é o desejo "artificial", aquele que é induzido, que não "acontece" naturalmente (já nem sabemos mais o que é isso). Somos bombardeados por todo tipo de estimulação, sobretudo visual, e se estamos "quietos" ,logo nos flagramos alterados e vulneráveis. Havendo um minimo de saúde psíquica é possível não se envolver com a "possessão" do desejo em razão do próprio ser extremamente efêmero(e por esse motivo se investe tanto em propagandas repetidas ao extremo). 
Se soubéssemos que grande parcela do karma acumulado(que pesa sobre nós feito uma corcunda) é gerada por desejos induzidos, certamente ficaríamos mais atentos às movimentações compulsórias da mente periférica, a mesma que julgamos ser "racional" e o máximo e o pilar da evolução, embora não passe de uma regurgitação mecânica de memórias e pulsões.
Fica aqui, portanto, a primeira lição do nosso estudo sobre o Karma: observar nossas motivações, investigar de que lugar surgem nossos desejos e ponderar se vale a pena satisfaze-los. Afinal, em nome do desejo,milhões de vidas são ceifadas a todo instante, vinculos doentios e potencialmente destrutivos são criados. E nós, trôpegos em nossa presunção biológica quedamos nas mais baixas e vis paixões, hábitos e necessidades. Vale a pena? 
Na segunda parte vamos falar sobre os tres modos do Karma, o Dharma e o Karma coletivo.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

A Hierarquia dos Anjos e a Humanidade (revisado e ampliado)

A HIERARQUIA DE ANJOS E A HUMANIDADE (Parte 1)





Todas as tradições Místico-Religiosas do mundo concordam sobre a existência de seres responsáveis pela intermediação entre o Plano de Deus e o Universo manifesto. Para os hindus, a totalidade desses seres é chamada de Reino Dévico (da raiz Div, brilhante, donde se origina Deva), para a tradição mística persa são os Djinas (gênios), enquanto que para as tradições Judaico/Cristãs são os Anjos (de Angelus, mensageiro). Genericamente são cunhados como “Deuses”, e na antiguidade quase toda aparição de ordem celestial era interpretada como angelical. Claro que nem sempre isso condizia com a realidade...

Segundo a Teosofia (baseada na Gupta Vidya Védica) os Anjos conformam um Reino da Natureza à parte, que segue uma linha evolutiva distinta, porém, paralela à Humana. Esses dois Reinos se diferenciam no que tange ao seus respectivos propósitos dentro do esquema evolutivo Divino: Enquanto que a corrente Humana segue o caminho do livre-arbítrio  e da racionalidade (submetida ao karma),  o Reino Dévico obedece aos ditames Divinos, dotado de uma inteligência servil às idéias matrísticas que geram a natureza visível e invisível da vida. São obreiros, mediadores, artesãos da forma, mantenedores dos princípios e dos fenômenos da engrenagem existencial. Na tradição Cabalística são os reguladores da "Seiva Divina" (Inteligência Criadora) que flui pela Árvore da Vida (nosso universo em sua conjunção de planos de consciência/dimensões). 


Como é um tema  vasto e complexo, não vamos sair do permitido para uma introdução. Mas é importante fazer uma observação:  A Hierarquia Devica/ Angelical é vastíssima e em grande parte desconhecida. O que se sabe em meio aos ensinamentos mais profundos legados pela Teosofia, é que algumas das Entidades mais elevadas desse Reino são "emanações" da "Mente Divina", ou seja, não vieram de um ciclo evolutivo de "involução e evolução", mas antes, foram "projetadas" pela Mente Divina para agirem como seus imediatos na sustentação e direção do Plano Maior(sobre o qual falaremos em tópico futuro). Outra informação revelada por Alice Bailey na monumental obra "Tratado Sobre o Fogo Cósmico", diz que existem os Devas Solares( que vivem na contra parte etérica do Sol) e os Devas Extra-Solares,pertencentes a outras Estrelas, nomeadamente Sirius e Arcturus. Essa esplendida Hierarquia, apesar de parecer distante da nossa realidade imediata, é a responsável pela ordem e pelo equilibrio de todo o sistema sideral no qual vivemos.  São essas potencias que equalizam as tremendas forças que circulam pelo universo para que atuem sobre sistemas ainda frágeis e em formação, permitindo que os Poderes Cósmicos de Fohat(Eletricidade primordial, vontade) e Kundalini(Fogo Criador, atividade) galvanizem as Ideias e a substancia Puras que servem de base para a manifestação do MahaPrâna (Consciência que vitaliza, Coesão).




Representação de um Deva


Cabe esclarecer que a palavra DEVA possui um significado muito amplo dentro do Hinduísmo, e tanto é empregada para designar os Anjos propriamente ditos como também os espíritos da natureza.  É um adjetivo comum para expressar uma gama muito vasta de "Deuses" maiores e menores. Por exemplo: Pensemos numa majestosa e everéstica Sequoia. Essa Arvore colossal surgiu de uma Ideia da Mente Divina e foi obrada por hostes de espíritos da natureza que respondem, desde a consubstanciação atômica da mesma, até às suas cores e demais características. Pois bem, existem "Deuses" que são a manifestação da "Ideia Sequoia" (ou orquídea/ouro/diamante,etc), algo como uma forma-pensamento que guarda em si todos os códigos formativos da espécie. Esse Deus/Deva da Sequoia pode ser visto abrangendo toda uma floresta de Sequoias, com uma réplica em cada membro. A esse Deva vários espíritos da natureza estão subordinados, cooperando para que aquela espécie possa existir como manifestação da Ideia original e do Arqui-Deva que abrange todo Reino Vegetal. 






Sobre os espíritos da natureza cabe esclarecer muito resumidamente que esses pertencem a mesma linha evolutiva dos Anjos/Devas Maiores,e na verdade, todo Anjo foi um elemental, de modo que todo elemental caminha para se tornar um Anjo/Deva Maior. Os espíritos da natureza são as forças operacionais dos elementos, quase que a Alma desses. São forças coletivas submetidas aos seus regentes Devicos Superiores; e para cada região/hemisfério do planeta assumem formas distintas, ainda que a "qualidade" do observador determine como são vistos(isso para quem é dotado da visão apropriada). 

Os ensinamentos teosóficos postulam que os Reinos da Natureza são "escolas" que proporcionam diferentes níveis de aprendizagem para que as Monadas* em evolução alcancem o máximo de consciência, domínio e realização que cada escola possibilita. Atingido o nível máximo de complexidade e resposta possível num dado Reino, a Monada transmigra para o seguinte levando o anterior no seu interior . A evolução sempre transcende e inclui as formas e princípios anteriores. As especies mais esmeradas, belas e complexas de cada Reino são os seus representantes mais evoluídos, de modo que os cristais são para o Reino Mineral o que um Buda é para o Reino Humano. O mesmo vale para os grandes carvalhos, sequoias e orquídeas(dentre outros) no Reino Vegetal. 

Quando a Monada migra para o Reino animal  ela se depara com sete linhas/ bifurcações evolutivas: Devica, Humana e mais cinco linhas, das quais nada foi dito,salvo que o Reino Funghi(dos Cogumelos) pode ser uma delas. Os mamíferos seguem a linha de evolução que culmina no Quarto Reino(Humano), enquanto que os peixes, insetos, anfíbios, pássaros, aves  e demais espécies marinhas( esponjas, cefalópodes, etc) seguem para a linha Devica através dos espíritos da natureza. Parece que certas espécies de Cetáceos (nomeadamente os Golfinhos, sobretudo a subespécie Tursiops Truncatus, o famoso Flíper) podem pertencer a uma das outras linhas evolutivas (há quem diga que os Cetáceos são formas utilizadas por Inteligencias de Sírius aqui na Terra para captar, especializar e manifestar um tipo especial de Força Supra-terrena). 

Mais informações sobre os elementais estarão disponíveis em outro tópico,pois consideramos de extrema importância elucidar questões pertinentes ao assunto tanto para desmistifica-lo e pontuar a seriedade que o mesmo encerra, como também para alertar sobre os perigos de invoca-los indiscernidamente por meio de rituais extremamente perigosos.





Cada Reino da Natureza possui um Deva-Raja(Rei), um "Deus" que é o somatório arquetípico de todas as formas relacionadas ao seu Reino particular. É dito que o Deva-Raja mais perfeccionado  dentro do sistema atual é o do Reino Vegetal, o que se justifica por tudo o que esse Reino possibilita para a vida do Planeta e dos Reinos subsequentes: fotossíntese, alimento, proteção, beleza, cura, transmutação, aroma e poder de adaptabilidade.  Todos os Deva-Rajas existem,por sua vez, sob ação do Grande Espírito Planetário que usa a Terra como veículo, e assim sucessivamente em escalas que escapam até ao mais vasto e profícuo imaginário.

Em síntese, todas as formas da Natureza surgem da Mente Divina e são moldadas pelos Anjos e Devas(e todos os espíritos da natureza subordinados) para que a manifestação das Monadas nos seus mais variados estágios de evolução em qualquer um dos Reinos.




As Hierarquias diretivas são divididas da seguinte forma(de acordo com a tradição Hebraica):

1-A Nuvem das Testemunhas Silenciosas diante do Trono - Serafins,Querubins e Tronos.

2- As Ordens Avançadas - Dominações, Principados, Potestades e Virtudes.

3-As fileiras dos Anjos - Arcanjos, Príncipes Angélicos, todos os anjos de serviço e culto especializado (cerimoniais, musica, cura, etc.).

Em linhas muito resumidas, a primeira classe responde pela manipulação da Vontade, do Amor e da Sabedoria de Deus, agindo diretamente com a Santíssima Trindade. A palavra Hebraica “Serafin” significa “Amor”. Todo ato de amor puro e incondicional recebe a força dos Serafins. Há quem diga que as mais belas e profundas obras de Johan Sebastian Bach e de Beethoven atraíam a atenção dos Serafins,que derramam benções toda vez que as obras desses gênios são executadas. Talvez as músicas reveladas pelos grandes gênios tenham sido uma poderosa linguagem de comunicação com o Reino Dévico. Max Heindel descreve a atuação dos Anjos da Musica no seu livro “O Mistério das Grandes Operas”, assim como Charles Leadbeater e Annie Besant também dão testemunhos das belas formas geradas em concertos clássicos e de como os Devas lidam com elas. Talvez isso explique, pelo menos em parte, o poder reparador que a musica clássica e outras de superior inspiração exercem sobre nós(recordando que a maioria das Grandes Obras Clássicas são Ideias Divinas musicadas  impossíveis de serem postas em palavras, fora que pelo Belo, o alcance é maior).  

A segunda classe regula e organiza a energia emanada pela classe anterior, preparando as forças da Santíssima Trindade para a atividade criadora, que é levada a cabo pela terceira classe onde se incluem os Arcanjos, que são os Agentes Divinos mais ativos, verdadeiros emissários que infundem as mais magnificentes Ideias e Forças no núcleo de cada plano do universo.

Cada Arcanjo pode representar qualquer uma das classes anteriores, como é o caso de Mikael( Literalmente Aquele se assemelha a Deus),  representante das Potestades que é a Ordem responsável pelo combate a ilusão e a dissipação dos véus da separatividade. Mikael é o agente “material” das Potestades. Em algumas representações artísticas Ele é representado segurando um buquê de lírios (símbolo comum a Gabriel) em lugar da espada, no entanto, ambos os símbolos se completam: a espada corta as ervas daninhas, raspa os espinhos e permite que os lírios da pureza cresçam e sejam colhidos. A espada é a vontade, o discernimento espiritual; os lírios a Sabedoria pura e incólume à espera de quem quer e possa colhe-la.






OS ARCANJOS MAIS CONHECIDOS

-Rafael (CURA/MÉDICO DE DEUS): É o agente universal de cura, seja em que nível for, mas também, rege as artes, sobretudo a música.

-Uriel: É o mensageiro da esperança e trabalha como um alquimista no Plano Mental. Inspirou RAMA, um dos Patronos da presente Raça Raiz. Ele faz a conexão entre os mundos inferiores e os superiores dentro da Árvore da Vida.


-Gabriel (GABI=VARÃO + EL=DEUS): É o agente universal das revelações, aquele que fecunda as idéias na substância formativa da matéria física (éter). Apareceu para Maria, Maomé e Zoroastro, assim como para muitos outros canais que tinham funções de caráter coletivo.

-Mikael (Miguel= MIKA+EL= O que É igual a Deus): Inspirou AB-AHAM (ABRAÃO, O Primeiro Pai) e agiu por trás de Joana D’arc. Muito se tem dito e escrito sobre esse Arcanjo, no entanto, pouco é credível em meio a tanta fantasia e interpretações excessivamente devocionais e emocionais.


Os Anjos são vistos como símbolos de pureza,elevação, amparo e cura, todavia, estão existem para que o plano de Amor e Luz se cumpra, posto que sem eles não é possível a comunicação entre as Idéias /Arquétipos Criadores e a existência concreta/fenomênica. Já Os Arcanjos são as inteligências superiores que coordenam a ação dos Anjos e dos espíritos da natureza. Existem Anjos especialmente dedicados para a cura, comumente vistos em hospitais como também em locais onde as pessoas consagram suas energias e habilidades para artes de cura em geral. Existem os Anjos Litúrgicos, que atuam durante os ritos religiosos manipulando as forças ali invocadas e precipitadas para que sejam utilizadas na conexão /aproximação entre os Planos de Consciência Superiores e os inferiores. Durante uma oração centrada no coração e com interesse real e legítimo no bem alheio, sem ranço de desejo egoísta, é possível que certa classe de Anjos recolha as formas pensamento geradas e as encaminhem para a finalidade a que se destinam( entendam que não falamos aqui em desejos pessoais e nem tele-anjo). A verdade é que os Anjos estão sempre à serviço de tudo que conspira pelo Bem e que gere harmonia no corpo de Deus, do qual somos células.



Um Deva da Cura


O assunto é muito mais vasto e complexo do que imaginamos, tendo inclusive sido comentado pelo Mestre D.K (O Tibetano) como sendo "um tema por deveras complexo que exigiria vários volumes com milhares de páginas". Ele quis dizer que uma coisa é a abordagem mística e devocional(a mais comum),outra a ocultista e esotérica. O fato é que mesmo para os Mestres do Quinto Reino da Natureza não é simples encontrar termos ou símbolos suficientes para descrever o que realmente representa essas correntes evolutivas distintas da humana. Nossa própria limitação psíquica e seu contêiner de crenças contribuem para que a dificuldade aumente. Não é sem razão que antropomorfizamos os "Deuses" para identifica-los e aproxima-los de nós.

Arcanjos principais:
Cada Arcanjo rege as funções de uma Sephirat** específica (plano de atividade). Sendo dez o número de Sephirot, temos dez grandes Arcanjos:

KETHER: METATRON
CHOCKMAH: RATZIEL
BINAH: TZAPHQUIEL
CHESED: TZAQUIEL
GEVURAH: KAMAEL
TIPHARET: MIKAEL
NETZACH: HAMIEL
HOD: RAFAEL
YESÓD: GABRIEL
MALKUT: SANDALPHON

OBS: Cada Arcanjo é um "Colegiado" de Arcanjos que trabalha dentro de linhas de ação especificas.  Isso significa que os seus nomes simbolizam as qualidades ou tônicas dessas coletividades. O nome Raphael, por exemplo, se refere a uma "Ordem de Arcanjos" responsiva pela Cura, reparação e regeneração de todo um sistema.  O mesmo vale para as demais. E fora essas ordens conhecidas, existem muitas outras pouco citadas, mas ingualmente importantes dentro da Hierarquia Cósmica. Exemplos: Uriel e Jofiel. 

Árvore da Vida/ Sephirótica (OTZ CHAIM)







(*) Notas:
* Mônada: Do Grego mono(indiviso, inteiro), termo cunhado pelos Teósofos(utilizado pela primeira vez por Leibnitz) para designar o verdadeiro espírito, que é uma individualização de Deus, O LOGOS do nosso Sistema Solar. A Monada é idêntica ao Pai em potencialidade, trina em essência(Vontade do Pai , Amor-Sabedoria do Filho e Inteligencia Criadora do E. Santo). Porém, como dizia Huberto Rohden "o Homem é potencialmente Divino, ou seja, da potencia para a plenitude do potencial é preciso ação(evolução)". A evolução permite a revelação do potencial implícito como poder criador explícito. A Monada quando se reveste do Reino Humano desenvolve Manas(razão),e diferentemente da sua passagem pelos Reinos anteriores,aqui ela atua por meio de uma Alma individualizada e uma personalidade. Nos reinos abaixo ela se manifestava através de coletividades(alma grupo) . No nosso sistema solar existem 60 bilhões de Monadas, sendo que uma pequena fração desse total está em manifestação. Uma Monada se demora centenas de milhões de anos para explorar um Reino. Daí que os Ensinamentos revelam que existe um vastíssimo esquema evolutivo muito mais complexo do que aquele oferecido pela ciência ortodoxa. Na Cosmogenese e na Antropogenese Teosófica nos é apresentado esse plano, porém, a nós não compete adentrar nessa seara, apenas informar que a evolução não dá saltos e que o simplório não tem lugar nos ensinamentos... 


**Sephira: Literalmente "medida". No plural Sephirot, especializações da Energia Criadora de D’us, diferenciações do Alento UNO que se manifestam como mundos, tônicas, frequências, dimensões, níveis de consciência, disciplinas, etc. Todos os Arcanjos habitam o Triangulo Divino da Árvore Sephirotica, mas estão relacionados às suas respectivas Sephirot de Domínio através do núcleo/ centro delas, fora os Anjos que respondem à Eles.

(Continua na segunda parte)


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